Este é um espaço para troca de idéias sobre notícias na mídia (ou fora dela) e impressões pessoais. Sem pretensões.

15.4.06

O acaso é o caso



Ele é incerto, imprevisível, eventual... mas começo a pensar que o acaso é o destino disfarçado. Um destino só de coisas boas, é verdade, talvez seja então a parte boa do destino. O acaso vem ao nosso encontro, quando menos se espera.... por acaso. Mas, pelo menos pra mim, vem sempre com boas surpresas. Às vezes estou há dias em busca de uma solução para um problema, mas é por acaso que ela aparece, num encontro inesperado, num telefonema imprevisível, num acontecimento fora do comum... Fiquei anos em busca de uma maneira de consolidar um de meus grandes sonhos, procurando pessoas, pesquisando projetos de incentivo, pensando nas variadas facetas que poderiam me levar ao objetivo almejado, mas eis que a chance surgiu de uma atitude despretensiosa e casual, que gerou um reencontro com a pessoa certa, na hora certa. Assim é também em nossos relacionamentos. Nunca achamos a pessoa que procuramos, mas sempre a encontramos no momento menos esperado, no lugar mais improvável e na figura menos provável. Dizem que nada é por acaso... ou será que tudo é por acaso? Como diz a bela música do Titãs, o acaso vai no proteger... Então, que permaneça sempre comigo, me fazendo surpresas e me mantendo não no caminho perseguido, mas no da causalidade pontual e certeira.

11.4.06

Uma musiquinha para relaxar... Essa é a que mais me emociona.

Stand By Me
The Beatles

When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No i won't be afraid
No i won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me

So darling, darling stand by me
Oh, stand by me, oh, stand
Stand by me, stand by me

If the sky that we look upon
Should tumble and fall
Or the mountains should crumble to the sea
I won't cry, i won't cry
No i won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me

Whenever you're in trouble
Won't you stand by me
Oh, now, now, stand by me
Oh, stand by me, stand by me, stand by me

6.4.06

Tristes lembranças de circo


A morte de Carequinha, o palhaço que animou minha infância, me fez lembrar de uma grande tragédia que eu não vivi, mas vivenciei plenamente e até mesmo, durante um certo tempo, carreguei alguns medos, emprestados de um trauma coletivo que sempre ouvi por entre histórias e lembranças alheias.

O incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, dezembro de 1961, povoou de tragédia uma instituição que tem por objetivo despertar a alegria. Das 2500 pessoas que assistiam ao espetáculo vespertino, 317 morreram e cerca de 500 ficaram feridas, sendo que 120 mutiladas. Era a primeira vez que um circo de tão grande porte chegava à cidade, trazendo inclusive animais selvagens, uma novidade para a época. E, durante bons anos subseqüentes, foi também a única vez.

O Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, o mesmo onde agora foi enterrado Carequinha, foi construído às pressas, exclusivamente para dar conta das vítimas. O Serviço de Queimados do Hospital Antônio Pedro, idealizado e organizado pelo cirurgião plástico Ivo Pitanguy, também surgiu nessa ocasião e foi para onde as vítimas foram levadas. O famoso Profeta Gentileza, que pregava a paz e a gentileza entre as pessoas, surgiu porque o empresário José Datrino, seu nome verdadeiro, ficou profundamente abalado com a tragédia, e para Niterói se mudou, largando a empresa e a família, a fim de ajudar e consolar os sobreviventes.

Sem dúvida foi um evento que marcou a história de uma cidade e trouxe profundas modificações nas vidas de toda uma geração. Dentre as milhares de histórias vividas, relato aqui algumas que sempre ouvi - talvez as mais brandas. Meu pai, por exemplo, à época um menino de 10 anos, cresceu com pavor de circo. Ele não estava lá, por sorte seu pai tinha prometido levar a família na sessão noturna daquele mesmo fatídico dia, e por isso ele escapou, por questão de horas. Morador da Rua Marquês do Paraná, sua casa ficava justamente entre o local da tragédia, na Feliciano Sodré, e o Hospital Antônio Pedro, para onde foram levadas as vítimas. Ele viu pessoas correndo em pânico, chamuscadas pelo fogo, pois a correria foi geral pela cidade, com vítimas totalmente desnorteadas. Horas, depois, viu também as pilhas de corpos sendo carregadas em cima de caminhões basculantes, em direção ao hospital. No boca a boca, ouvia-se falar que os animais estavam à solta pela cidade. Pronto, papai ficou um bom tempo sem querer sair de casa, pois era só entrar em seu edifício que via um leão em cima da escada, à espreita para atacá-lo.


O primo de minha mãe estava lá. Tinha ido com vizinhos ou amigos, não me recordo bem, 11 ou 12 anos de idade. Além de dar sorte, foi esperto. Quando a lona caiu, ele pulou a arquibancada e saiu por trás, por baixo da lona. Se perdeu de seus acompanhantes, viu pessoas sendo queimadas, pisoteadas, gritando e chorando. Muito nervoso, só conseguiu chegar até a casa de minha avó, nessa época perto da Alameda São Boaventura e, portanto, do local da tragédia.

Uma vizinha de minha mãe, que tinha uma linda e saudável filha e um filho com síndrome de down, foi com os dois ao circo. Perdeu a menina, mas o garoto se salvou. Ela, porém, nunca mais foi a mesma, chegando ao limite da insanidade, inclusive amaldiçoando por ter ficado com um filho doente e não com a menina.

Enfim, uma tragédia que causou um trauma social e coletivo, abalando muitas vidas e gerações, marcando a história de uma cidade. Um trabalho muito bom sobre o assunto foi feito pelo Laboratório de História Oral e Imagem da UFF. Vale a pena conferir http://www.historia.uff.br/labhoi.

Exageros

Detesto o exagero na mídia, tanto impressa quanto televisiva. A bola da vez é o astronauta Marcos Pontes. É realmente tão necessário, útil e interessante assistirmos entrevistas diárias com o astronauta no Jornal Nacional? Fica muito repetitivo... Até os próprios parentes não têm mais o que falar com ele... Uma boa matéria falando sobre a importância do evento, mostrando a rotina dele no espaço e entrevistas com os parentes já era suficiente. Não precisa ficar todos os dias mostrando a mesma coisa.

1.4.06

Revista Criativa

Em março teve entrevista com a Virna, a jogadora de vôlei. Na de abril, agora nas bancas, tem matéria minha sobre o filme Gatão de Meia-Idade e a crise dos 40 anos em alguns atores brasileiros. Para a de maio estou preprando mais duas... mas essas ainda são segredo!